23 de fev. de 2008

LIBERDADE E RESISTÊNCIA EM CECÍLIA MEIRELES

Liberdade e resistência em Cecília Meireles
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Cladismari Zambon de Moraes
(cladismari[arroba]hotmail.com
http://br.geocities.com/czambon2/)
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Resumo
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As crônicas de Cecília Meireles nos apresentam uma escritora e jornalista crítica e engajada em seu tempo. Seu anseio por liberdade e sua posição contrária às condições políticas que ditavam as normas que regiam a Educação foram temas constantes de sua obra em prosa. As duas crônicas escolhidas nos remetem à função própria do cronista em sua inserção na sociedade.
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Palavras-chaves: Crônica, Cecília Meireles.
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Antônio Cândido, em A vida ao rés-do-chão considera a crônica um gênero menor, o que a deixa mais perto da realidade do leitor, ajustando-se à sensibilidade do dia-a-dia. Em sua despretensão, humaniza e é essa humanização que lhe confere certa profundidade de significado. A crônica está sempre ajudando a estabelecer ou restabelecer a dimensão das coisas ou das pessoas. É amiga da verdade e da poesia nas suas formas mais fantásticas e diretas (CÂNDIDO, 1992: 13-14). São vários os significados da palavra crônica. Todos, porém, implicam na noção de tempo, presente no próprio termo que procede do grego chronos. Arrigucci chama nossa atenção para esse vínculo de origem que liga o texto a um registro de vida, a um fato histórico que pode não ser percebido pelo leitor, mas que está sempre presente na crônica (ARRIGUCCI, 1979: 51). Ao nos propormos, então, a refletir sobre crônicas que determinados autores escreveram, é importante situarmos no tempo e no espaço as circunstâncias que provocaram aquelas palavras. Caso contrário, a crônica perde o sentido e passa a ser entendida com base em experiências próprias do leitor, numa compreensão muitas vezes distante de seu objetivo principal.
Cecília Meireles passou a maior parte de sua vida diante de uma máquina de escrever. Embora seja mais conhecida por sua obra em verso, a "pastora das nuvens" que fala da transitoriedade da vida, do efêmero e do subjetivo em suas poesias mostra outra face em sua numerosa obra em prosa. De 1920 a 1964, quando sua última crônica foi publicada na Folha de S.Paulo, a escritora escreveu cerca de 2.500 crônicas. Sua estréia na redação de um jornal se deu em 1930, década marcada pela transição de duas grandes guerras e, no Brasil, pela revolução de outubro. Na imprensa pipocavam jornais de adesão ao novo regime. Assim surgiu o "Diário de Notícias", em junho de 1930. Mais do que um simples matutino, o jornal trazia uma seção diária dedicada à educação e à política, a "Página de Educação", cuja diretora era Cecília Meireles. Jornalista liberal, crítica, engajada, partidária incansável das liberdades individuais, lutava pela instauração de uma república democrática, bem diferente daquela regida pelo populismo autoritário do regime que se descortinava após a revolução. Acreditava na liberdade e na criatividade contra a opressão e a massificação da educação.
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A POESIA NA LITERATURA INFANTIL

A Poesia na Literatura Infantil
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Francisco Costa
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Em princípio, a priori, assim como não há, na verdade uma Literatura Infantil, direcionada no ato de criação, pelo autor, não existe, a bem da verdade, uma Poesia Infantil. Duas hipóteses parecem justificar esta conclusão, a qual apenas é endosso meu, do pensamento lúcido de Carlos Drummond de Andrade e Cecília Meireles. A poesia para crianças, é, em essência, a mesma obra de arte para o adulto. Ou temos vergonha, diante de um momento poético despojado de complexidade, vergonha de assumir que ele nos impressionou, ou ainda temos aquela idéia velhíssima de que criança é criatura em grau diminutivo, dotada de pouca percepção, limitada em recursos, um homúnculo a quem se deve minimizar conteúdos e reduzir os obstáculos.
A simplicidade de linguagem e um repasse cristalino de mensagem não impedem a feitura de um grande poema (e não um poema grande) nem comprometem a verticalidade de uma abordagem.
O que não me parece viável nem honesto é adaptar, construir uma "simplicidade" falsa, denotativa pela falta de coragem de trabalhar um caminho de acesso ou por acreditar seja a criança um ser reprodutivo, um claudicante observador, incapaz de direcionar sua própria descoberta.
O simples nunca foi o fácil, e nisto reside a confusão maior deste questionamento. Ninguém pode imaginar quanto sofre um poeta, quanto exige de si mesmo para alcançar o que Drummond chama de estado de simplicidade.

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http://www.secrel.com.br/jpoesia/@fc01.html

ANÁLISE DE “ ROMANCEIRO DA INCONFIDÊNCIA”

Romanceiro da Inconfidência, de Cecília Meirelles
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Análise da obra
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Apesar de ser essencialmente lírica, subjetiva e pessoal, Cecília Meireles não deixou de realizar a chamada poesia social.E mesmo neste campo, o poeta afirmou sua subjetividade ao fato histórico. Foi no movimento da Inconfidência Mineira, com suas lendas, tradições, sua atmosfera de almas penadas, de bruxas, de enforcados, de suicidas, que sua sensibilidade buscou o social. Esta busca do social afinou ainda mais o seu instrumento lingüístico. De fato o Romanceiro da Inconfidência é a combinação de sensibilidade poética, domínio absoluto da linguagem, erudição e pesquisa histórica. Antes de tudo, o que se destaca nesse livro é a sua rigorosa unidade. O Romanceiro desenha-se como uma obra que tem cabeça, tronco e membros, e que leva a cabo um assunto difícil. De fato, Cecília Meireles não faz poesia-manifesto nem de programação política. A visão histórica e social não influenciou sua expressão poética. Ao contrário, o mito e a dimensão histórica surgem da riqueza poética
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http://www.passeiweb.com/na_ponta_lingua/livros/analises_completas/r/romanceiro_da_inconfidencia

VIAGEM: A METAPOESIA EM CECÍLIA MEIRELES

VIAGEM: A METAPOESIA EM CECÍLIA MEIRELES
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André Luiz Alves Caldas Amóra (UniverCidade)
Tatiana Alves Soares Caldas (UNESA e UniverCidade)
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Uma palavra caída
das montanhas dos instantes
desmancha todos os mares
e une as terras mais distantes.
(Cecília Meireles)

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A poesia brasileira, na segunda fase do modernismo, vivia seus melhores momentos. Era uma geração despreocupada com as questões imediatistas da geração de 22. Percebe-se, do ponto de vista literário, uma maturidade, pois não há mais a necessidade de escandalizar os meios acadêmico-culturais - tônica da Geração de 22 -, mas de levar adiante o projeto de liberdade de expressão. Nota-se a presença de versos livres e de sonetos voltados para as questões universais do homem e para os problemas de uma sociedade capitalista. Verificam-se ainda reflexões sobre o fazer poético, além do misticismo e da religiosidade.
Nessa fase encontram-se poetas como: Carlos Drummond de Andrade, com poesias sociais e de combate e reflexões sobre o papel do homem no mundo; Jorge de Lima, com poesias metafóricas e metafísicas; Murilo Mendes, com poesias surrealistas; Vinícius de Moraes, cuja poesia caminha cada vez mais para a percepção material da vida, do amor e da mulher, e Cecília Meireles, que envereda pela direção da reflexão filosófica e existencial, sendo a autora objeto deste estudo.
Cecília Benevides de Carvalho Meireles (1901-1964) é a primeira grande escritora da literatura brasileira e a principal voz feminina de nossa poesia moderna. Sua obra privilegia a riqueza do léxico, numa linguagem que explora os símbolos e as imagens sugestivas, sobretudo os de forte apelo sensorial, enveredando inclusive pela musicalidade.
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A TEMPORALIDADE EM CECÍLIA MEIRELES E FLORBELA ESPANCA

A TEMPORALIDADE EM CECÍLIA MEIRELES E FLORBELA ESPANCA
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INGRID DE ASSIS CARVALHO FERRO E SILVA
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UNAMA – UNIVERSIDADE DA AMAZÔNIA
DEPARTAMENTO DE LÍNGUA E LITERATURA CURSO DE LETRAS

BELÉM-PARÁ
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Trabalho de graduação apresentado ao Curso de Letras e Artes da Universidade da Amazônia,
como requisito para obtenção do grau de Licenciatura Plena, orientado pela professora mestra Nelly Cecília Paiva Barreto da Rocha.
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“Pois todos os nossos dias se
passam acabam-se os nossos anos
como um breve pensamento”.
Salmo 90:9

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SUMÁRIO
Introdução................................................pág. 1 / 2
Cecília Meireles, em Prosa ............................pág. 3 / 6
Florbela Espanca, em Prosa ...........................pág. 7 / 9
Poema Cecília Meireles ................................pág. 10
Cecília Meireles e Florbela Espanca, em Poesia ....pág. 11 / 29
Conclusão ................................................pág. 30 / 31
Referências Bibliográficas .............................pág. 32 / 33

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INTRODUÇÃO
Cecília Benevides de Carvalho Meireles (1901- 1964) e Florbela de Alma da Conceição Espanca (1894 - 1930) contemplaram a mais sublime arte da palavra: a poesia. Como muitos artífices, elas souberam trabalhar papéis brancos e palavras soltas, a tessitura certa para cantar a vida e revelar o que se ia no mais profundo íntimo de suas almas, acalentadas pelo silêncio e pela solidão do mundo.
Essas Poetas abriram suas vidas, o diário íntimo de seus instantes onde palpitavam suas ânsias, seus prazeres, suas constantes lutas pela vida.
Aqui, rompe-se a linha do tempo, ultrapassa-se as épocas e unem-se os cantos poéticos de Cecília e Florbela em um só fio, o fio vivificador da vida, que faz com que a voz destas damas e mestras da arte poética, se reproduza e seja ouvida por aqueles
que procuram a Poesia.
Em cada poema encontra-se o mais puro sentimento, a feminilidade deduas mulheres que souberam viver, em meio às grandes perdas e lutas diárias, transformando suas dores em dons poéticos.
Cecília e Florbela não se integram, somente, a um único e breve instante.
Suas vozes quebraram os limites do espaço temporal. Por isso, fizeram-se atemporais.
Neste Trabalho, comparam-se alguns textos das duas Poetas da Literatura Brasileira e Portuguesa, com o intuito de mostrar como é trabalhada a transitoriedade da vida, o significado do tempo, a efemeridade de cada minuto de existência.

Divide-se, assim, em duas partes :
I. a primeira, “Cecília Meireles e Florbela Espanca em Prosa”
corresponde a um breve relato de suas vidas. Momentos que influenciaram suas
caminhadas enquanto poetas;
II. a Segunda parte “Cecília Meireles em poesia” e “Florbela Espanca em
poesia” corresponde ao desenvolvimento do tema. A preocupação temporal e o que as faz
atemporais. Que o tempo alie-se a nós na busca, incessante, pela poesia.

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http://www.nead.unama.br/site/bibdigital/monografias/Atemporalidade.pdf