quarta-feira, 27 de maio de 2009

Prêmios BLiBie !

O meu blog "O MUNDO ENCANTADO DE CECÍLIA MEIRELES" está
concorrendo a dois Prêmios BLiBiE.
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“Os Prémios BLiBiE pretendem divulgar e incentivar a utilização
da importante ferramenta que é um blogue na área da Promoção
da Leitura e na Educação.
O processo de atribuição de prémios pretende ajudar a aumentar
a importância dos blogues no campo da leitura e da educação e
ajudar a tornar esse excelente trabalho conhecido pela população
em geral, bem como servir de mote de inspiração para o que é
possível fazer com o poder da Blogosfera.”
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Você poderá votar nas duas categorias :
1. Melhor blog feito por um professor
2. Melhor blog de livros.
Para votar, clique AQUI !
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Obrigada por participar.
Grande abraço!
Com carinho,
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Leonor Cordeiro

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Poemas de Cecília ...

Patricia Rizzo interpreta poemas de Cecília Meirelles e o poeta Álvaro Alves de Faria comenta a vida da escritora

terça-feira, 21 de abril de 2009

21 de abril ...

Museu da Inconfidência - Ouro Preto
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ROMANCE XXIV OU
DA BANDEIRA DA INCONFIDÊNCIA

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ATRAVÉS de grossas portas,
sentem-se luzes acesas,
- e há indagações minuciosas
dentro das casas fronteiras:
olhos colados aos vidros,
mulheres e homens à espreita,
caras disformes de insônia,
vigiando as ações alheias.
Pelas gretas das janelas,
pelas frestas das esteiras,
agudas setas atiram
a inveja e a maledicência.
Palavras conjenturadas
oscilam no ar de surpresas,
como peludas aranhas
Na gosma das teias densas,
rápidas envenenadas,
engenhosas, sorrateiras.
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Atrás de portas fechadas,
à luz de velas acesas,
brilham fardas e casacas,
junto com batinas pretas.
E há finas mãos pensativas,
entre galões, sedas, rendas,
e há grossas mãos vigorosas,
de unhas fortes, duras veias,
e há mãos de púlpito e altares,
de Evangelhos, cruzes, bênçãos.
Uns são reinóis, uns, mazombos;
e pensam de mil maneiras;
mas citam Vergílio e Horácio,
e refletem, e argumentam,
falam de minas e impostos,
de lavras e de fazendas,
de ministros e rainhas
e das colônias inglesas.
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Atrás de portas fechadas,
à luz de velas acesas,
uns sugerem, uns recusam,
uns ouvem, uns aconselham.
Se a derrama for lançada,
há levante, com certeza.
Corre-se por essas ruas?
Corta-se alguma cabeça?
Do cimo de alguma escada,
profere-se alguma arenga?
Que bandeira se desdobra?
Com que figura ou legenda?
Coisas da Maçonaria,
do Paganismo ou da Igreja?
A Santíssima Trindade?
Um gênio a quebrar algemas?
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Atrás de portas fechadas,
à luz de velas acesas,
entre sigilo e espionagem,
acontece a Inconfidência.
E diz o Vigário ao Poeta:
“Escreva-me aquela letra
do versinho de Virgílio...”
E dá-lhe o papel e a pena.
E diz o Poeta ao Vigário, c
om dramática prudência:
“Tenha meus dedos cortados
antes que tal verso escrevam...”
LIBERDADE, AINDA QUE TARDE,
ouve-se em redor da mesa.
E a bandeira já está viva,
e sobe, na noite imensa.
E os seus tristes inventores
já são réus — pois se atreveram
a falar em Liberdade
(que ninguém sabe o que seja).
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Através de grossas portas,
sentem-se luzes acesas,
— e há indagações minuciosas
dentro das casas fronteiras.
“Que estão fazendo, tão tarde?
Que escrevem, conversam, pensam?
Mostram livros proibidos?
Lêem notícias nas gazetas?
Terão recebido cartas
de potências estrangeiras?”
(Antiguidades de Nimes
em Vila Rica suspensas!
Cavalo de La Fayette
saltando vastas fronteiras!
Ó vitórias, festas, flores
das lutas da Independência!
Liberdade – essa palavra,
que o sonho humano alimenta:
que não há ninguém que explique,
e ninguém que não entenda!)
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E a vizinhança não dorme:
murmura, imagina, inventa.
Não fica bandeira escrita,
mas fica escrita a sentença.
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Cecília Meireles
. OBRA POÉTICA – Volume Único, p. 451-452

sábado, 18 de abril de 2009

18 de abril: Dia do Livro Infantil !

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Hoje, vemos por toda parte as brilhantes cores dos livros infantis atraindo leitores que antecipadamente vibram com as histórias ainda ocultas por detrás dessas vistosas figuras. Diríamos que tudo é novo, que os livros infantis se multipicaram imensamente... Mas aos poucos vemos que muitas dessas narrativas nos são há muito familiares, apenas um pouco desfiguradas, às vezes, pela redação ou apresentação. Haverá narrativas novas. Inspiradas muito de perto noutras que conhecemos. Haverá mais novas ainda, atuais e originais. Destas, a criança escolherá as que vão perdurar; as que se vão incorporar àquele tesouro que vem de longe. Outras, desaparecerão suavemente, depois de viverem seu precário momento, apesar de tantas cores, tantas ilustrações; às vezes, tanta propaganda, e até da animadora venda de algumas edições.
Os livros que mais têm durado não dispunham de tamanhos recursos de atração. Neles, era a história, relamente, que seduzia - sem publicidade, sem cartonagens vistosas, sem os mil recursos tipográficos que hoje solicitam adultos e crianças fascinando-os antes de se declararem, como um amor à primeira vista ...
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Cecília Meireles
Problemas da Literatura Infantil, Editora Nova Fronteira, p. 35-36
Pintura: Laura Muntz Lyall

domingo, 12 de abril de 2009

Convite especial !



estará fazendo 3 anos.
Participe das pesquisas e concorra aos presentes oferecidos
pelo blog.
Sua presença é fundamental !

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Canção da Madrugada

Poema de David Mourão Ferreira para Cecília Meireles:
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Canção de Madrugada


à Cecília Meireles

Ecorrem de noite pelos prédios,

dissimuladas na umidade

— dissimulando elas o tédio

das longas noites da cidade —

deusas solícitas que vão,

com sua etérea assinatura,

quase propor a redenção,

— de rua em rua, dar a mão

a quem se arrasta e procura.



Pobre de quem vem perguntando

à pedra esquiva das esquinas

a voz e a face dessa amante

de que não restam senão cinzas!

Pobre do outro a quem o gelo

daquele encontro tão malsão

nem conseguiu arrefece-lo!

— Pobres de tantos, sem o selo

de garantia da ilusão!



Ó vidas presas por um fio,

junto ao abismo dos fracassos,

quem vos evita o fim sombrio

já desenhado em vossos passos?

— Com grandes túnicas violáceas,

as deusas erguem claras brisas:

nas avenidas e nas praças,

tremem as folhas das acácias,

vibram os peitos infelizes.



Até o frígido luar,

que de livor tingia as ruas,

se vai sumindo, devagar,

deixando as almas menos nuas...

Uma promessa de folhagem,

de vento e sol, as veste agora:

e, penetradas pela aragem,

as almas tímidas reagem

à madrugada que as enflora!



Súbito, a um gesto das deidades,

quebra-se o fúnebre luzeiro

das outras luas enforcadas

nos braços curvos dos candeeiros.

Já no crepúsculo se esfuma

a doentia sugestão,

— e as deusas tecem, com a bruma,

a nova luz que se avoluma

e é uma promessa ou uma canção.



Do sofrimento a noite cessa

na indecisa madrugada:

que ninguém peça a uma promessa

mais que a promessa que foi dada!

A quem sofreu, basta que a vida

levante um sol de entre as ruínas:

uma promessa doutra vida...

— Quanto aprendi!, nesta comprida

noite que tu, Canção, terminas.


David Mourão Ferreira

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

FELIZ NATAL !

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